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terça-feira, 7 de julho de 2015

A autounção

A consagração ao ministério pastoral tem sido motivo de grandes debates e também de muitas chacotas ao longo dos anos, justamente pelo fato da “autounção” ou “auto-consagração”. Este ato consiste em consagrar-se ou ungir-se á pastor; líder espiritual de um rebanho voluntariamente. Acontece que o indivíduo diz: “Senhor eu me consagro a Pastor em nome de Jesus”. Esta unção é precedida por várias desconsiderações e literalmente atropela dois preceitos básicos, como mostrado a seguir:
  • Muitos não compreendem que para ministrar ás almas dos homens tem primeiramente que passar por Jesus, que é a Porta, ser vocacionado e enviado por Ele.
  • É somente através de Jesus que os pastores têm acesso ao rebanho.
Analisando os dois textos (Mt 7.15 ; At 20.29-30) O Senhor dá a entender que muitos queriam assumir a condição de pastor diante do rebanho de Deus sem ter vocação na alma:

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.”
Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho. E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.”

Um fato curioso é do apóstolo Paulo. Seu ministério produziu frutos porque ele entrou pela Porta, sendo chamado diretamente por Jesus. O mesmo não sucedeu com os filhos de Ceva que tentaram invocar o nome de Jesus sem primeiramente serem servos Dele (At 19.13-16). O resultado foi evidenciado pelo fracasso. Este é o mesmo fracasso que muitos infelizmente, e em outros casos, merecidamente passam, como os “autoungidos”.
O pastor (líder) é antes de tudo um líder espiritual do rebanho de Cristo. E o Senhor indica as características da liderança espiritual: há modos lícitos e ilícitos de se obter acesso ás pessoas e assumir autoridade sobre elas. Há o caminho certo, divino, para entrar no ministério cristão, e há o caminho errado e humano.
Quando o homem opta pelo caminho certo, Deus se agrada, e como disse Gamaliel: “... se for de Deus prevalecerá”. Neste caso haverá frutos e bênçãos incontáveis. Mas se optar pelo caminho errado e humano, somente as adversidades o encontrarão; a obra não prevalecerá e será abolida.
Existem duas ações fundamentais típicas de pastores que agradam á Deus:
  • Ele conduz suas ovelhas: antigamente, à noite as ovelhas eram levadas para o aprisco. De manhã, chegando, o pastor chamava suas ovelhas que reconheciam sua voz e seguiam-no.
  • Ele exerce a liderança de forma sublime, guiando e conduzindo as ovelhas mediante o seu próprio exemplo. (Jo 13.15 ; I Pe 2.21).

Arão era um sacerdote exemplar, mas caiu em um grave erro quando seguiu as vontades do povo (Ex 32.1-5). Por isso pode-se afirmar também que o pastor que entrou pela Porta dá as ovelhas o que elas necessitam e não o que elas querem.

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