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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O que é um teólogo?


      Eis ai uma questão que muitos têm curiosidade em saber. Seria uma profissão ou um simples título? Bom, a teologia ao pé da letra se traduz pelo estudo de Deus (logia = estudo, Teo = Deus). É claro que estudar a Deus é impossível, visto que Ele é irrevelável, mas estudar as coisas concernentes a Ele é possível e bom.
     Existem alguns (pouquíssimos) bons teólogos no Brasil que posso citar como é o caso do Leandro Quadros e Rodrigo Silva, pois estes dois preenchem um dos requisitos básicos para ser consagrado teólogo: o domínio de pelo menos um dos idiomas originais da bíblia (grego, hebraico ou aramaico). No mais, quem não domina é simpatizante ou é simplesmente esforçado. No entanto, há aqueles que quando descobrem a teologia se maravilharam e se transformam em “seres teologizados” pensando serem os únicos seres humanos detentores de segredos milenares que outras pessoas não podem saber. Portanto, julgam não poder compartilhar com ninguém, a menos que surja o viés financeiro e destrave todo o processo. A esses (que estão espalhados por toda a parte) denomino como “pseudo-teólogos” ou “neoteologuinhos de plantão”.
             A competência e responsabilidade de um verdadeiro teólogo deve ser plena, ao contrário do que se observa, pois muitos dos que estão nas duas categorias mencionadas acima se pavoneiam hasteando a bandeira do cristianismo somente pelo fato de saberem o nome dos doze apóstolos ou quem sabe das doze tribos de Israel. Caem facilmente em escolasticismo e se sentem como um Calvino da era moderna. Se interrogados sobre a estreita ligação da cosmogonia germânica em similitude com a ressonância Shulmann e cosmogonia wicca, logo saem pela tangente. Não são capazes de traçar um paralelo entre teologia da libertação, comunismo castrista e cristianismo. Não explicam a ligação entre maniqueísmo, marxismo, maçonaria e fetichismo. E a hermenêutica? Está destronada: usam alguns textos do antigo testamento que foram direcionados especificamente ao povo de Israel e que até já se cumpriram para nortearem a vida dos fiéis fora de um contexto que deveria antes, ser repensado e analisado cuidadosamente. Por muitas vezes querem pregar escatologia bíblica sem sequer compreender a cronologia da bíblia que carrega debaixo do braço! Lamentável...
            Não bastando, ainda sob uma base evidentemente fraca e insignificante, criam doutrinas que resultam em um pandemônio desenfreado que pode cair por terra com uma simples refutação feita por alguém com o mínimo de preparo. Adotam o tal M.D.A. de José Maria Escrivar sem se preocupar com as origens históricas do método e sem temer pela alienação episcopal herdada por tal adoção.
            Também não compreendem a questão do aborto á luz das escrituras em contraste com a legislação vigente e ainda se aventuram em falar de anticoncepcionais nos aconselhamentos pastorais.
             No que tange á política, a gota que faltava é ver líderes espirituais muitas vezes denominados como “teólogos” pelas próprias ovelhas e por ele mesmo, fazendo aliança com partidos de esquerda compartilhando de seus ideais (anticristãos por natureza) e se comportando como verdadeiros esquerdopatas cristãos. E pior, se interrogados por qualquer coisa se expressam como se fossem mestres no assunto com a famosa e desafiadora frase ultra alfabetizada: “Te mostro na BÍBRIA!”.

            Infelizmente essa é a realidade intelectual da maioria dos teólogos do Brasil. Estão incutindo em milhares de pessoas uma teologia que moldaram ao seu próprio gosto. Quando ouvir um teólogo falando besteira por aí, diga a ele: “Té logo”, dê as costas e saia andando.